Índice de mamografias no Brasil ainda é baixo

A realização de exames preventivos contra o câncer de mama no Brasil ainda é inferior à média mundial.


Fonte: DINO/ Notícia Public Relations

O câncer de mama é o mais recorrente entre as mulheres e apresenta alta taxa de mortalidade. Porém, nem mesmo os dados alarmantes a respeito da doença têm sido suficientes para estimular medidas preventivas entre as mulheres brasileiras. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) colhidos em todo o território nacional, apenas 60% das mulheres com idade entre 50 e 69 anos realizam mamografias periódicas – índice inferior ao recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que determina que 70% das mulheres nesta faixa etária (consideradas prioritárias para a detecção deste tipo de câncer) tenham avaliações periódicas.

Essa mesma pesquisa do IBGE revelou, ainda, que o Brasil possui quantidade suficiente de mamógrafos para atender a população feminina, porém, a maioria deles está instalada nas grandes cidades. Dessa forma, mulheres que moram em cidades do interior, por exemplo, precisam se deslocar aos grandes centros urbanos para realizar o exame – o que tem sido um grande obstáculo.

Não à toa, o IBGE também detectou que a mortalidade pelo câncer de mama vem crescendo no interior, justamente onde não há mamógrafos suficientes, enquanto nas grandes cidades, onde o serviço está disponível e acessível, a mortalidade continua a cair.

Com base nesses dados, o Ministério da Saúde vem se preparando para redistribuir os equipamentos de mamografia. A ideia é possibilitar que todas as mulheres tenham esse atendimento disponível para que a prevenção ocorra com maior eficácia. Uma vez que o tratamento contra qualquer câncer é muito oneroso ao Estado, a prevenção da doença é a melhor saída e deve refletir diretamente nos dados da mortalidade.

Vale lembrar que a mamografia é o exame mais preciso para a prevenção do câncer de mama e deve ser realizado anualmente a partir dos 40 anos de idade.

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